INVENTÁRIO EUROCULT – O RETORNO

Há alguns anos, aqui mesmo no blog, resolvi convidar leitores e amigos para participarem da elaboração de um inventário de filmes “cult” europeus. Pedi que me enviassem listas pessoais de filmes favoritos e fui compilando essas relações de dez ou quinze filmes cada, repletas de exemplares essenciais e obscuros desse universo tão extenso e fascinante. Um guia perfeito para qualquer iniciante que desejasse enveredar por essas estranhas paragens do cinema. No total foram quinze listas de convidados especiais e, passados, sei lá, uns três anos, me dei conta agora, graças ao Edu Aguilar (também participou do projeto), que até hoje eu nunca havia publicado a MINHA lista! Como acho que nunca é tarde, estamos aí…

O que eu quero dizer com cinema Eurocult? Nem eu sei responder direito… Mas na época queria contemplar mais filme europeus de gêneros populares “de qualquer qualidade. Do horror ao peplum, do giallo ao Spaghetti Western, das tranqueiras do Bruno Mattei e Andrea Bianchi à elegância de um Mario Bava e Dario Argento”, como disse no primeiro post da série.

A relação que fiz contém 25 filmes e está em ordem cronológica. Decidi por colocar apenas um título por diretor, porque só o Fulci, Argento e Bava já formavam a lista inteira. Resolvi não incluir diretores mais famosinhos (como Fellini, Bergman, Buñuel ou Leone, por exemplo, embora tenham feito cinema de gênero e TRÊS HOMENS EM CONFLITO seja o melhor filme da galáxia). Não se trata realmente de uma lista fechada e absoluta, tem prazo de validade, dependendo do meu humor e das novas descobertas que fazemos todos os dias. Mas hoje ela seria assim:

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O grande Hércules encara uma taruíra gigante no filme de Cottafavi

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MALPERTUIS, um filme de belas composições

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THE BEYOND e um dos desfechos mais aterradores do cinema

OS OLHOS SEM ROSTO (Les Yeux sans visage, Fra, Ita, 1960), de Georges Franju
ERCOLE ALLA CONQUISTA DI ATLANTIDE (Ita, Fra, 1961), de Vittorio Cottafavi
THE WHIP AND THE BODY (La frusta e il corpo, Fra, Ita, 1963), de Mario Bava
UMA BALA PARA O GENERAL (Quién sabe?, Itália 1966), de Damiano Damiani
UN ANGELO PER SARTANA (Itália, 1966), de Camillo Mastrocinque
O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BRANCALEONE (L’armata Brancaleone, França, Espanha, Itália, 1966), de Mario Monicelli
FACCIA A FACCIA (Itália, Espanha, 1967), de Sergio Sollima
IL GRANDE SILENZIO (França, Itália, 1968), de Sergio Corbucci
SUCCUBUS (Alemanha, 1968), de Jess Franco
MALPERTUIS (Bélgica, França, Alemanha, 1971), de Harry Kumel
MILANO CALIBRO 9 (Itália, 1972), de Fernando Di Leo
TUTTI I COLORI DEL BUIO (Itália, Espanha, 1972), de Sergio Martino
EXPRESSO DO HORROR (Horror Express, Espanha/Inglaterra, 1972)
THRILLER – A CRUEL PICTURE (Suécia, 1973), de Bo Arne Vibenius
LES DÉMONIAQUES (Bélgica, França, 1973), de Jean Rollin
LA CASA DALLE FINESTRE CHE RIDONO (Itália, 1976), de Pupi Avati
EMANUELLE IN AMERICA (Itália, 1977), de Joe D’Amato
INFERNO (Itália, 1980), de Dario Argento
CANNIBAL HOLOCAUST (Itália, 1980), de Ruggero Deodato
NIGHTMARE CITY (Incubo sulla città contaminata, Esp, Ita, 1980), de Umberto Lenzi
THE BEYOND (…E tu vivrai nel terrore! L’aldilà, Itália, 1981), de Lucio Fulci
POSSESSION (Alemanha, França, 1981), de Andrzej Zulawski
ESCAPE FROM THE BRONX (Fuga dal Bronx, Itália, 1983), de Enzo G. Castellari
DEMONS (Itália, 1986), de Lamberto bava
DELLAMORTE DELLAMORE (França, Alemanha, Itália, 1994), de Michele Soavi

Queria ter colocado STARCRASH, do Luigi Cozzi, mas tem dinheiro americano envolvido, então decidi não considerá-lo… E também quis dar preferência a produções de países que não falam inglês, por isso a ausência de filmes da Inglaterra. Mas fica a observação.

Se alguém estiver interessado, segue as outras listas:
#1 #2 #3 #4 #5 #6 #7 #8 #9 #10 #11 #12 #13 #14 #15

E se alguém quiser ainda quiser contribuir com o inventário, é só me enviar sua lista de Eurocult favoritos.

FILMES FAVORITOS DE JOHN CARPENTER

Não lembro onde peguei essas listas, mas estavam salvas aqui nos rascunhos do blog… De qualquer forma, são os filmes favoritos do grande John Carpenter, o maior diretor vivo na minha opinião, portanto, acho que vale a pena publicar:

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John Carpenter’s Top 10:
1. Only Angels Have Wings (1939, Howard Hawks)
2. Chimes at Midnight (1965, Orson Welles)
3. Rio Bravo (1959, Howard Hawks)
4. The Discreet Charm of the Bourgeoisie (1972, Luis Bunuel)
5. Chinatown (1974, Roman Polanski)
6. Bringing Up Baby (1938, Howard Hawks)
7. The Searchers (1956, John Ford)
8. The Exterminating Angel (1962, Luis Bunuel)
9. Scarface (1932, Howard Hawks)
10. Vertigo (1958, Alfred Hitchcock)

His Top 10 Westerns:
1. Rio Bravo (1959, Howard Hawks)
2. Once Upon a Time in the West (1968, Sergio Leone)
3. The Searchers (1956, John Ford)
4. Red River (1948, Howard Hawks)
5. The Wild Bunch (1969, Sam Peckinpah)
6. Stagecoach (1939, John Ford)
7. How the West Was Won (1962, Henry Hathaway, John Ford & George Marshall)
8. The Naked Spur (1953, Anthony Mann)
9. North to Alaska (1960, Henry Hathaway)
10. True Grit (1969, Henry Hathaway)

PAINEL DO CINEMA BADASS 2016

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Começando as postagens de final de ano com a minha tradicional lista de filmes BADASSES. Há alguns anos eu a chamava de Painel do Cinema de AÇÃO, mas como nem todos os filmes que colocava eram exatamente do gênero (entrava crime, thriller, western, policial, épico, sci-fi e etc…), resolvi mudar no ano passado para cinema BADASS… Acho que fica melhor e já abrange essas merdas todas.

Este ano consegui reunir um bom número de exemplares que realmente me chamaram a atenção. Alguns mais, outros menos. A relação está em ordem alfabética e tem margem até 2015, com filmes que acabei só assistindo em 2016. Comecemos com os filmes que se destacaram, ficaram acima do nível geral em termos de badassness em vários aspectos:

13 HOURS: THE SECRET SOLDIERS OF BENGHAZI

13 HOURS (2016), de  Michael Bay
CAPITÃO AMÉRICA – GUERRA CIVIL (2016), de Joe & Anthony Russo
GREEN ROOM (2015), de Jeremy Saulnier
HELL OR HIGH WATER (2016), de David Mackenzie
NICE GUYS, THE (2016), de Shane Black
REGRESSO, O (2015), de Alejandro Gonzales Iñarritu
ROGUE ONE (2016), de Gareth Edwards
SETE HOMENS E UM DESTINO (2016) de Antoine Fuqua
STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA (2015), de J.J. Abrams
THREE (2016), de Johnnie To
TRIPLE 9 (2016), de John Hillcoat

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Segunda temporada da série DAREDEVIL, especialmente com a participação do Frank Castle, o Justiceiro (Jon Bernthal) e uma determinada cena que se passa numa prisão, um dos momentos mais brutais de 2016.

Outros treze exemplares que, se não possuem o mesmo nível desses aí em cima, ao menos não são totalmente de se jogar fora (em ordem alfabética):

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BLOOD FATHER (2016), de Jean François Richet
BODYGUARD, THE (2016), de Sammo Hung
DEADPOOL (2016), de Tim Miller
DOG EAT DOG (2016), de Paul Schrader
INDEPENDENCE DAY: RESURGENCE (2016), de Roland Emmerich
JASON BOURNE (2016), de Paul Green Grass
NEVER BACK DOWN (2016), de Michael J. White
PHANTASM: RAVAGER (2016), de David Hartman
RIOT (2015), de John Lyde
RYUZO AND THE SEVEN HENCHMEN (2015), de Takeshi Kitano
STAR TREK BEYOND (2016), de Justin Lin
TARTARUGAS NINJAS: FORA DAS SOMBRAS, AS (2016), de David Green
TRAIN TO BUSAN (2016) de Yeon Sang-ho

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Algumas decepções, filmes que estavam no meu radar e que apostava algumas fichas, mas se revelaram banais ou simplesmente horríveis mesmo…

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BATMAN VS SUPERMAN (2016), de Zack Snyder
CRIMINAL (2016), de Ariel Vromem
GODS OF EGYPT (2016) Alex Proyas
HARDCORE HENRY (2016), de Ilya Naishuller
MECHANIC RESSURRECTION (2016), de Dennis Gansel
LONDON HAS FALLEN (2016), de Babak Najafi
SAMURAI COP 2 (2016), de Gregory Hatanaka
SUICIDE SQUAD (2016), de David Ayer
TIRA NO JARDIM DE INzFÂNCIA 2, UM (2016), de Don Michael Paul
VALLEY OF VIOLENCE (2016) de Ti West
X-MEN APOCALYPSE (2016), de Brian Singer

Se sentiu falta de algum filme dos últimos dois anos na lista (o que é óbvio, vai ter muito filme faltando), deixe-me saber, porque pode ser que eu não tenha visto ainda e algumas recomendações são sempre bem-vindas.

Painéis anteriores:
20112012201320142015

TOP 10 WESTERNS ANOS 90

O post anterior me inspirou a montar essa lista…

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10. O MASSACRE DE ROSEWOOD (Rosewood, 1997), de John Singleton

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09. JOVEM DEMAIS PARA MORRER (Young Guns 2, 1990), de Geoff Murphy

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08. MORTOS DE FOME (Ravenous, 1999), de Antonia Bird

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07. WYATT EARP (1994), de Lawrence Kasdan

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06. WILD BILL (1995), de Walter Hill

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05. DANÇA COM LOBOS (Dances with Wolves, 1990), de Kevin Costner

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04. GERÔNIMO (1993), de Walter Hill

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03. TOMBSTONE (1993), de George P. Cosmatos (Kurt Russell não creditado)

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02. DEAD MAN (1995), de Jim Jarmusch

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01. OS IMPERDOÁVEIS (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood

60 FILMES NOTÁVEIS DO COMODORO

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Brigitte Bardot provoca Michel Piccoli em O DESPREZO, de Godard

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O homem dos milagres de A PALAVRA, de Dreyer

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Alain Delon é o professor atormentado em A PRIMEIRA NOITE DA TRANQUILIDADE, de Zurlini

Era final de 2005, tempos em que os blogs ainda eram valorizados e o Reduto do Comodoro, do grande e saudoso Carlão Reichenbach, fervilhava de cinefilia pulsante. Naqueles meses, novembro e dezembro, o sujeito se debruçava na elaboração de uma lista muito pessoal de filmes que serviria a um projeto de livro que, infelizmente, nunca viu a luz do dia. De todo modo, ao longo de vários posts, o Carlão foi montando essa lista que chamava de Filmes Notáveis.

Esse período foi muito marcante pra mim, estava nos meus vinte e poucos anos, havia abandonado o cinema de gênero e só me preocupava em ver “filmes de arte”… Eu sei, uma merda, foi uma fase estranha. E foi exatamente no processo de formação dessa lista que o Carlão reabriu meus olhos para o cinema de gênero e pelo gosto por filmes malditos, subversivos, que “inventam” um mundo às avessas.

Hoje acordei pensando no Carlão, nos papos que mantínhamos pelo facebook ou por email, e resolvi republicar essa lista, com os comentários que fazia durante o processo, para tentar manter a sua memória sempre viva (e me animar a voltar a lista, já que nunca terminei de ver todos os filmes… haha!). Na época, Carlão escreveu assim:

Com a colaboração da minha memória (claro), do IMDB, do ALL MOVIE GUIDE (o extinto site “Sweet & Perverse”, que durante certo tempo foi o IMDB do cinema italiano, fez muita falta), do livro de Jean Tullard/Goida, do dicionário de cineastas do Rubens Ewald Filho, de amigos e leitores do REDUTO DO COMODORO, consegui “fechar” a relação dos 60 filmes sobre os quais me “debruçarei” nos próximos meses.

ATENÇÃO – A ordem abaixo é apenas numérica. Não representa nenhuma ordem de qualificação. Se fosse para destacar 3 dos filmes que mais gosto, eu escolheria: 1. O DESPREZO / 2. A PALAVRA / 3. DOIS DESTINOS (não listado).

01. A PRIMEIRA NOITE DA TRANQÜILIDADE “La Prima notte di quiete (1972) – de Valério Zurlini

02. A TERCEIRA VOZ “The 3rd Voice (1960) – de Hubert Cornfield

03. OS AMORES DE PANDORA “Pandora and the Flying Dutchman (1951) – de Albert Lewin
Lewin, um dos diretores mais sofisticados e cultos da história do cinema – todas as imagens de seus filmes eram inspiradas em pintores magistrais – possui outras três obras-primas em sua curta filmografia: o aterrador “O Retrato de Dorian Gray” (1945), o cínico e refinado “O Homem sem Coração” (1947) e o estranhíssimo e kitsch “Saadia” (1953), estrelado por Rita Gam, esposa de Sidney Lumet.

04. CONFISSÕES DE UM COMISSÁRIO DE POLÍCIA AO PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA “Confessione di un commissario di polizia al procuratore della repubblica” (1971) – de Damiano Damiani

05. DOMÍNIO DOS BÁRBAROS “The Fugitive (1947) – de John Ford
Observação – Esse é considerado o “filme ortodoxo” – no que o termo tem de católico e de esquerda – de John Ford. Para mim, de longe, o seu melhor filme. O título em francês, “Deus está Morto” é o mais fiel ao filme.

06. SANGUE SÔBRE A NEVE “The Savage Innocents (1959) – de Nicholas Ray

07. O DESPREZO “Le Mépris (1963) – de Jean-Luc Godard

08. PORTAL DA CARNE “Nikutai no mon” (1964) – de Seijun Suzuki

09. O PEQUENO RINCÃO DE DEUS “God’s Little Acre” (1957) – de Anthony Mann

10. STROMBOLI “Stromboli, Terra di Dio” (1949) – de Roberto Rosselini

11. O ESTRANHO SEGREDO DO BOSQUE DOS SONHOS “Non Si Sivizia un Paperino” (1972) – de Lucio Fulci
Observação – Esse filme, que foi proibido na Itália, nunca foi oficialmente lançado nos cinemas do Brasil. Mas, conforme Sergio Andrade, editor do site KINOCRAZY [http://kinocrazy.blogspot.com], o crítico Rubem Biáfora chegou a acusar o seu lançamento, em São Paulo, em um único cinema, com o título de “O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos”.

12. ASSIM ESTAVA ESCRITO “The Bad and the Beautiful” (1952) – de Vincente Minnelli

13. CÃO BRANCO “White Dog” (1982) – de Samuel Fuller

14. DUBLÊ DE CORPO “Body Double” (1984) – de Brian DePalma

15. MOTORISTA DE TAXI “Taxi Driver” (1976) – Martin Scorsese

16. VIVER E MORRER EM LOS ANGELES “To Live and Die in L.A.” (1985) – de William Friedkin

17. VIDEODROME, A SÍNDROME DO VÍDEO “Videodrome” aka “Zonekiller” (1983) – de David Cronenberg

18. O PODEROSO CHEFÃO II “The Godfather: Part II” (1974) – de Francis Ford Coppola

19. O ESPÍRITO DA COLMÉIA “El Espíritu de la colmena” (1973) – de Victor Erice

20. QUANDO DESCERAM AS TREVAS “Ministry of Fear” (1944) – de Fritz Lang

21. O GRANDE ÊXTASE DO ESCULTOR STEINER “Die Große Ekstase des Bildschnitzers Steiner” (1974) – de Werner Herzog

22. PELOS CAMINHOS DO INFERNO “Outback” (1971) – de Ted Kotcheff

23. PRIVILÉGIO “Privilege” (1967) – de Peter Watkins

24. SE… “If…” (1968) – de Lindsey Anderson

25. AS PORTAS DA JUSTIÇA “Porte aperte” (1990) – de Gianni Amelio

26. OS 5.000 DEDOS DO DR. T “The 5,000 Fingers of Dr. T.” (1953) – de Roy Rowland

27. O UIVO ” L’Urlo” (1968) – de Tinto Brass
Observação – “L´Urlo” nunca foi lançado comercialmente no Brasil. Um dos últimos filmes da fase “udigrudi” de Brass. Trata-se de um “Os Idiotas” muito anos à frente. Estranho e belíssimo, sobre uma garota burguesa que abandona o noivo no dia do casamento e foge com um homem qualquer para uma aventura onírica e transgressiva, sem obrigações, sem deveres sociais, sem respeito humano e sem temores. O encontro do “casal” com determinados personagens faz os dois se confrontarem com as convenções, a morte e a sociedade condicionada ao sexo, a guerra, a violência, as várias ideologias e ao mundo da cultura. Mundo este que, conforme o “casal”, “não tolera o amor”.

28. LÁBIOS VERMELHOS “Labbra Rosse” (1960) – Giuseppe Bennati

29. OS REIS DO IÊ, IÊ, IÊ “A Hard Day’s Night” (1964) – de Richard Lester

30. SEGREDO DE UMA ESPOSA “Akai Satsui” (1964) – de Shohei Imamura

31. PANDEMÔNIO “Olsen & Johnson, Hellzapoppin´s” (1941) – de H.C. Potter
Observação – A mais porralouca das comédias do cinema mundial. O non-sense transformado em arte. A genial dupla burlesca Olsen & Johnson manda o diretor Potter literalmente para o inferno: “o cinema somos nós”.

32. ÁGUIA SOLITÁRIA “The Spirit of St. Louis” (1957) – de Billy Wilder
Observação – Se não fosse por este filme, “O AVIADOR”, de Scorsese, teria sido o maior de todos os filmes sobre aviação. Mas essa poética e emocionante crônica da aventura pioneira de Charles Lindburgh justifica o cinema como “um mergulho profundo na espiral da imaginação”. Uma surpresa e tanto na magnífica carreira de Wilder.

33. PAIXONITE AGUDA “The Flying Deuces” (1939) – de A. Edward Sutherland

34. QUANDO OS BRUTOS DE DEFRONTAM “Faccia a faccia (1967) de Sergio Sollima

35. OS PÁSSAROS “The Birds” (1963) – de Alfred Hitchcock

36. INTENDENTE SANSHO “Sanshô dayû” (1954) – de Kenji Mizoguchi

37. VOLÚPIA DA VINGANÇA “Yajû shisubeshi: fukushû no mekanikku” (1974) – de Eizo Sugawa

38. A PALAVRA “Ordet” (1955) – de Carl Theodor Dreyer

39. MINHA ESPERANÇA É VOCÊ “A Child Is Waiting” (1963) – de John Cassavetes

40. TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA “Bring Me the Head of Alfredo Garcia” (1974) – de Sam Peckinpah

41. WILHELM REICH, OS MISTÉRIOS DO ORGANISMO “W.R. – Misterije organizma” (1971) – de Dusan Makavejev
Observação – Um autêntico “fazedor de cabeças”. Uma aula de provocação, inteligência e liberdade. Makavejev é a exceção entre os grandes.

42. R.A.S. “R.A.S.” (1973) – de Yves Boisset
Observação – Outros levaram a fama, mas este é o melhor filme sobre a guerra da Algéria. Lembra bastante NÃO, OU A VÃ GLÓRIA DE COMANDAR, de Manoel de Oliveira; mas atenção, R.A.S. é emocionante e provocador, daqueles que dá vontade de sair na rua e vomitar na primeira farda que aparecer na frente. Longe de maniqueísmos óbvios faz o elogio descarado da deserção. Yves Boisset (O Atentado) é outro que está merecendo uma retrospectiva integral; além de robustos e oportunos filmes políticos realizou ágeis e talentosos exercícios do gênero “Polar” (policiais à francesa).

43. RAÍZES “Raíces” (1953) – de Benito Alazraki
Observação – Premonitória dramaturgia de índole zapatista, filmada no vale de Mezquital, a região “chamula” de Chiapas. Surreal e neo-realista, marco do cinema mexicano, RAÍZES é o “VIDAS SECAS” asteca. Premiado em Cannes, este foi um dos três filmes (que assisti em seu lançamento tardio no Brasil, nos anos 60, no minúsculo Cine Bijou) que me fez optar por estudar cinema no primeiro curso de nível universitário surgido em São Paulo. Daquelas obras que nos fazem enxergar o cinema como uma utópica (ou não) forma de entendimento universal. Como se não bastasse, seu prólogo tem música de Silvestre Revueltas. Com relação ao cinema mexicano devo confessar um vácuo imenso de conhecimento, unicamente por nunca ter visto o fundamental documentário de Nicolás Echevarría, MARIA SABINA, MUJER ESPÍRITU, de 1978, a respeito da maior xamã que já existiu. Se alguém souber de qualquer vídeo ou DVD da versão integral do filme, por favor, entre em contato com o escriba.

44. A BESTA HUMANA “La Bête humaine” (1938) – de Jean Renoir

45. ED WOOD “Ed Wood” (1994) – de Tim Burton

46. ILHA NOS TRÓPICOS “Island in the Sun” (1957) – de Robert Rossen

47. NAS GARRAS DO VÍCIO “Le Beau Serge” (1958) – de Claude Chabrol

48. VENDAVAL NA JAMAICA “A High Wind in Jamaica” (1965) – de Alexander Mackendrick

49. O MÍSTICO “The Amazing Mr. X” aka “The Spiritualist” (1948) – de Bernard Vorhaus
Observação – Assisti “O Místico” pela primeira vez na televisão, aos 14 anos, e durante muito tempo tive pesadelos que remetiam às suas imagens bizarras e atmosfera perturbadora. Um filme insólito (em vários sentidos) e realmente assustador cheio de histórias mórbidas envolvendo a sua realização. A atriz principal foi substituida nos primeiros dias de filmagem após ter cometido suicídio. O diretor Vorhaus foi banido de Hollywood ao ser denunciado como comunista por Edward Dmytryk. O crítico Rubem Biáfora considerava o filme um dos melhores de todos os tempos. Cinéfilos do mundo inteiro o alçaram a condição de “masterpiece”. A fotografia de John Alton é digna de antologia, com seus noturnos de mar revolto, penhascos, abismos e cortinas agitando à luz da lua.
“A very underrated film. A woman is haunted by the spectre of her dead husband and soon becomes involved with a spiritualist. Is he legit? Very Val Lewtonish. Watch for one especially effective “ghost” scene.”

50. CREPÚSCULO “Pokkuveyil” (1981) – de Govindan Aravindan

51. O DRAMA DE UM SOBREVIVENTE “Iwojima” (196?) – de Jukichi Uno
É inacreditável, mas foi praticamente impossível conseguir informações a respeito de uma das obras primas máximas do cinema japonês da década de 60. Parece que o filme desapareceu do mapa, literalmente. Fiz buscas intensas a partir do nome do diretor (o ator JUKICHI ONO, que dirigiu poucos filmes), o roteirista (Toshio Azumi), o ator principal (Shiro Osaka) e o título original (IWOJIMA) e não encontrei uma linha a respeito de O DRAMA DE UM SOBREVIVENTE. Certo, trata-se de um dos filmes mais anti-americanos e materialistas do cinema mundial, mas isso não justifica a sua exclusão sumária do IMDB e outros sites de pesquisa ianques. O estranho disso tudo é que O DRAMA DE UM SOBREVIVENTE é um filme magistral que foi apreciadíssimo quando estreado no Brasil, no extinto cine Niterói. O que incomoda neste filme é a discussâo pertinente e sem pré-conceitos da justificativa do suicídio e do assassinato como meios de defesa. O DRAMA DE UM SOBREVIVENTE, que narra o calvário pós-guerra de dois combatentes japoneses de Iwojima, “coloca por terra todos os argumentos fatalistas que prendem o homem ao seu destino e equaciona a liberdade e a felicidade individualista frente às conjunções históricas e coletivas”, conforme o crítico José Eduardo Marques de Oliveira, no livro “O Filme Japonês”. Além do mais, possui uma fotografia cinza-chumbo absolutamente inovadora e impactante, que transmite com absoluta intensidade, na tela anamórfica, toda a estupidez de qualquer guerra. Hesitei muito antes de incluir este filme na relação dos 60, por conta da dificuldade em encontrar material sobre ele. Mas, no final, pesou o fato dele ter me impressionado de tal forma que cheguei a considerar o histórico e vigoroso tríptico de Massaki Kobayashi, GUERRA E HUMANIDADE, sobre o qual escrevi a minha primeira crítica (publicada em um jornal interno do Colégio Rio Branco), aos 16 anos, menos pungente e transformador. Se alguém tiver mais informações sobre O DRAMA DE UM SOBREVIVENTE (sobretudo, fotos de cena ou cartaz), por favor, entre em contato com o REDUTO

52. O GRITO “Il Grido” (1957) – de Michelangelo Antonioni

53. QUANDO O AMOR É CRUEL “Incompreso” (1966) – de Luigi Comencini
Observação – Considerado mundialmente como “o filme mais triste do cinema”, INCOMPRESO é o melodrama transformado em obra de arte. Ao narrar a incapacidade de um diplomata recém-viúvo – que dedica todo seu amor e atenção ao filho caçula – em dividir sua dor e afeto com o filho mais velho, Comencini explora implacavelmente todas as possibilidades emocionais do cinema. Um irresistível e sublime exercício de manipulação sentimental. Daqueles raros espetáculos em que ninguém sai da sala ao acenderem as luzes; com vergonha das lágrimas, uma inexplicável felicidade na alma e a sensação do “dia ganho” com a visão de uma obra-prima.

54. MASSACRE DE CHICAGO “The St. Valentine’s Day Massacre” (1967) – de Roger Corman
Observação – Rodado inteiramente em estúdio, em magníficos planos-seqüencia de no mínimo seis minutos cada, este é o filme predileto do próprio Roger Corman e de seus cultores mais fanáticos. Eu e o cineasta João Callegaro o assistimos literalmente de joelhos, na época em que ainda cursávamos a Escola Superior de Cinema São Luiz. Na saída do cinema, a mesma opinião: “Este é o filme que eu gostaria de ter feito!”. Corman não é apenas um produtor ou diretor; é o próprio cinema.

55. HATARI “Hatari!” (1962) – de Howard Hawks
Observação – A aventura maior do cinema.

56. EXÉRCITO DAS SOMBRAS “L´Armée des ombres” (1969) – de Jean-Pierre Melville
Observação – Profundo, soturno e deflagrador memorial autobiográfico do mestre artesão Melville como membro ativo da Resistência Francesa. Como bem observou um crítico australiano: “A magnificent film from the truly underrated master and one of cinemas true perfectionists.”

57. O JOVEM TÖRLESS “Der Junge Törless” (1966) – de Volker Schlöndorff
Observação – Adaptação impecável do clássico livro de Robert Musil. Um dos filmes que mais mexeram (de forma dolorosa) com a minha memória, como ex-ginasiano calouro de colégio interno luterano e de nítida “disciplina” germânica. Poucos livros e filmes mostraram de forma tão explícita a doença do imobilismo; a mediocridade dos que testemunham a barbárie, participam passivamente mesmo sem concordar com ela e, no final, vão embora sem o menor resquício de culpa. O jovem Töerless é o espelho da juventude afásica que permitiu alastrar o câncer do nazismo. Magistral como cinema; oportuno e obrigatório como advertência.

58. PERDIDOS NO KALAHARI “Sands of the Kalahari” (1965) – de Cy Endfield
OBSERVAÇÃO – Outro clássico esquecido de realizador talentoso, assumidamente esquerdista, vitimado pelo Macartismo. Exilado na Inglaterra, Endfield associou-se ao ator Stanley Baker, e retornou para sua terra natal, a África do Sul, para produzir marcantes filmes de aventura, de teor nítidamente político, sempre enfocando a arrogância e estupidez do homem branco colonizador. “Perdidos no Kalahari” impregna a memória por conter um dos desfechos mais aterradores do cinema, onde o protagonista (interpretado por Stuart Witman) é trucidado por macacos babuínos.

59. O REI DOS MÁGICOS “The Geisha Boy” (1958) – de Frank Tashlin
OBSERVAÇÃO – O filme-escola de Jerry Lewis como diretor. Tashlin, como afirmava o crítico Caio Scheiby, introduziu o humor-zen no cinema mundial. Duas gagues surrealistas e antológicas confirmam a proposição: o coelho “torrando” ao sol e o refluxo das águas provocado pelo obeso irmão da “mocinha” quando este invade a casa de banhos. “O Rei dos Mágicos” é uma autêntica revolução erudita e anárquica na chamada “comédia para a família”.

60. ORIGEM DO SEXO “Sei no kigen, aka Libido” (1967) – Kaneto Shindo
OBSERVAÇÃO – Kaneto Shindo possui umas das obras mais ecléticas e insolentes do cinema oriental. “Crianças de Hiroshima”. “A Ilha Nua”, “Onibaba” e “Gato Preto” são títulos que honram o cinema moderno. Mas foi o arrojo de “Origem do Sexo”, com suas impactantes e atrevidas metáforas a respeito da combustão sexual que alimenta e “oxigena” relações familiares, que marcou a minha memória como espectador e futuro realizador. As seqüências que mostram o casal de velhos septuagenários despindo-se de toda a roupa para cumprir um pacto de duplo suicídio no mar e a dos jovens apaixonados que “perdem a virgindade” no interior de um templo budista são transgressivas lições de poesia no cinema. “Origem do Sexo” ensina que não há transformação e/ou renovação sem quebra de tabús.

100 FILMES DO SÉCULO XXI

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Colin Farrell de mullets e Jamie Foxx em MIAMI VICE

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Viggo Mortensen se purifica depois de praticar uma última matança em MARCAS DA VIOLÊNCIA.

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Joaquim Phoenix se enfia no meio do matagal atrás de um bandido e prova que merece “ser da famíla” em  WE OWN THE NIGHT.

Recentemente a BBC publicou esta lista do que seria, para seus editores e mais de sessenta críticos convidados ao redor do mundo, os 100 melhores filmes deste século até agora. Não demorou muito para que alguns amigos se arriscassem a criar suas próprias listas e, fanático por esse tipo de coisa que eu sou, também resolvi encarar o desafio de fazer a relação do que há de melhor em produção, numa lista muito pessoal, do século XXI. Mas decidi não incluir este ano atual pra não entregar ainda meus favoritos de 2016… hehe! Coloquei meio que em ordem de preferência, mas tirando, sei lá, os cinco primeiros colocados, não dá pra levar muito a sério esse critério pelo restante da relação. Aqui vai:

100. FAST FIVE (2011), de Justin Lin
99. ANTICRISTO (2009), de Lars Von Trier
98. BLACKHAT (2015), de Michael Mann
97. IT FOLLOWS (2014), de David Robert Mitchell
96. BASIC (2003), de John McTiernan
95.OS EXCENTRICOS TENEMBAUMS (2001), de Wes Anderson
94. THE CABIN IN THE WOODS (2012), de Drew Goddard
93. CASSANDRA’S DREAM (2008), de Woody Allen
92. UNIVERSAL SOLDIER: DAY OF RECKONING (2012), de John Hyams
91. PASSION (2012), de Brian de Palma
90. BUG (2006), de William Friedkin
89. APOCALYPTO (2006), de Mel Gibson
88. OS TRÊS ENTERROS DE MELQUIADES ESTRADA (2005), de Tommy Lee Jones
87. THE HURT LOCKER (2008), Kathryn Bigelow
86. CORPO FECHADO (2002), de M. Night Shyamalan
85. EASTERN PROMISES (2007), de David Cronenberg
84. INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (2001), de Steven Spielberg
83. O LABIRINTO DO FAUNO (2006), de Guillermo Del Toro
82. ESSENTIAL KILLING (2010), de Jerzy Skolimowski
81. SKYFALL (2012), de Sam Mendes
80. DISTRITO 9 (2009), de Neil Blomkamp
79. DJANGO LIVRE (2012), de Quentin Tarantino
78. BREAKING NEWS (2004), de Johnnie To
77. OS OITO ODIADOS (2015), de Quentin Tarantino
76. ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO (2007), de Sidney Lumet
75. THE GREY (2012), de Joe Carnahan
74. DEJA VU (2004), de Tony Scott
73. FEMME FATALE (2002), de Brian De Palma
72. TAKEN (2008), de Pierre Morel
71. THE BLACK DAHLIA (2006), de Brian De Palma
70. BONE TOMAHAWK (2015), de S. Craig Zahler
69. DIA DE TREINAMENTO (2001), de Antoine Fuqua
68. MR 73 (2008), de Olivier Marchal
67. VÍCIO FRENÉTICO (2009), de Werner Herzog
66. PROMETHEUS (2012), de Ridley Scott
65. THE MIST (2008), de Frank Darabont
64. MINORITY REPORT (2002), de Steven Spielberg
63. HARD TO BE A GOD (2013), de Aleksei German
62. THE RAID (2011), de Garret Evans
61. O ASSASSINATO DE JESSE JAMES PELO COVARD ROBERT FORD (2007), Andrew Dominik
60. DEIXA ELA ENTRAR (2008), de Tomas Alfredson
59. THE MASTER (2013), de Paul Thomas Anderson
58. DRUG WAR (2012), de Johnnie To
57. CISNE NEGRO (2010), de Darren Aronofsky
56. I SAW THE DEVIL (2010), de Ji-Woon Kim
55. THE BLACK BOOK (2006), de Paul Verhoeven
54. SYRIANA (2005), de Stephen Gaghan
53. KILL BILL VOL. II (2004), de Quentin Tarantino
52. RULES OF ENGAGEMENT (2000), de William Friedkim
51. MEMORIES OF A MURDER (2003), de Bong Joon-Ho
50. O VENTO E A MARÉ (2000), de Tsui Hark
49. LES SAVATES DU BON DIEU (2000), de Jean-Claude Brisseau
48. SOBRE MENINOS E LOBOS (2003), de Clint Eastwood
47. PUBLIC ENEMIES (2009), de Michael Mann
46. OPEN RANGE (2004), de Kevin Costner
45. JOHN WICK (2014), de Chad Stahelski e David Leitch
44. ELEIÇÃO 2 (2006), de Johnnie To
43. SHA PO LANG (2005), de Wilson Yip
42. GOOD BYE DRAGON INN (2003), de Tsai Ming Liang
41. KILL BILL VOL. I (2003), de Quentin Tarantino
40. A VIDA MARINHA COM STEVE ZISSOU (2004), de Wes Anderson
39. OS ANJOS EXTERMINADORES (2006), de Jean-Claude Brisseau
38. ONLY GOD FORGIVES (2013), Nicolas Winding Refn
37. MENINA DE OURO (2004), de Clint Eastwood
36. O AVIADOR (2004), de Martin Scorsese
35. RAMBO (2008), de Sylvester Stallone
34. ELEIÇÃO (2005), de Johnnie To
33. VALHALLA RISING (2010), de Nicolas W. Refn
32. PUSH DRUNK LOVE (2002), de Paul T. Anderson
31. GHOST OF MARS (2001), de John Carpenter
30. SPACE COWBOYS (2000), de Clint Eastwood
29. LAND OF THE DEAD (2005), de George A. Romero
28. THE YARDS (2000), de James Gray
27. OS INFILTRADOS (2006), de Martin Scorsese
26. MISSÃO MARTE (2000), de Brian De Palma
25. GRAN TORINO (2008), de Clint Eastwood
24. CAÇADO (2003), de William Friedkin
23. CIDADE DOS SONHOS (2001), de David Lynch
22. ERA UMA VEZ EM NOVA YORK (2013), de James Gray
21. ROCKY BALBOA (2006), de Sylvester Stallone
20. TWO LOVERS (2009), de James Gray
19. THE WRESTLER (2008), de Darren Aronofsky
18. BASTARDOS INGLÓRIOS (2009), de Quentin Tarantino
17. ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (2008), de Ethan e Joel Coen
16. MUNICH (2005), de Steven Spielberg
15. A PROPOSTA (2005), John Hillcoat
14. HOLY MOTORS (2013), de Leos Carax
13. MAD MAX: FURY ROAD (2015), de George Miller
12. ZODIACO (2007), de David Fincher
11. A BITTERSWEET LIFE (2005), Ji-Woon Kim
10. OS MERCENÁRIOS (2010), de Sylvester Stallone
09. EXILADOS (2006), de Johnnie To
08. COISAS SECRETAS (2002), de Jean-Claude Brisseau
07. DRIVE (2011), de Nicolas W. Refn
06. COLATERAL (2004), de Michael Mann
05. SANGUE NEGRO (2007), de Paul T. Anderson
04. GANGUES DE NOVA YORK (2002), de Martin Scorsese
03. WE OWN THE NIGHT (2007), de James Gray
02. MARCAS DA VIOLÊNCIA (2005), de David Cronenberg
01. MIAMI VICE (2006), de Michael Mann

PS:

TOP 10 MICHAEL BAY

Foi-me solicitado recentemente um top 10 com os filmes do Michael Bay. Ainda me falta assistir a dois de seus trabalhos, A ILHA e BAD BOYS 2, mas deu pra montar uma lista. Sim, eu sei, é notório o desgosto pelo diretor em todos os “setores cinéfilos”, e até entendo os motivos, mas não tenho problema algum em assumir que curto o cinema do cara, que me causa certo fascínio e para o tipo de cinema que se propõe a fazer acho que é um autêntico autor, o Godard do blockbuster megalomaníaco de explosões… Ou, talvez eu esteja ficando maluco, o que é mais provável… Enfim, segue o top 10, mesmo não gostando muito dos números 09 e 10…

Pearl-Harbor-2001-pearl-harbor-22333246-1706-960#10. PEARL HARBOR (2001)

800_armageddon_blu-ray12#09. ARMAGEDDON (1998)

transformers-revenge-of-the-fallen-1024#08. TRANSFORMERS: REVENGE OF THE FALLEN (2009)

transformers-age-of-extinction-4-1200x0#07. TRANSFORMERS: AGE OF EXTINCTION (2014)

Transformers-3-Dark-Of-The-Moon-2011-widescreen-10#06. TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON (2011)

bad-boys-1995#05. BAD BOYS (1995)

transformers-02#04. TRANSFORMERS (2007)

pain-and-gain-2013#03. PAIN & GAIN (2013)

krasinski2-xlarge#02. 13 HOURS: THE SECRET SOLDIERS OF BENGHAZI (2016)

The-Rock-1996-Movie-Direct-Download#01. A ROCHA (The Rock, 1996)

20 FILMES DE CABECEIRA

O Sérgio Alpendre postou uma relação dos seus vinte filmes de cabeceira e eu, como obcecado por listas que sou, por mais efêmeras que sejam, fiquei pensando, após uns dois ou três anos sem postar algo parecido, quais seriam meus vinte filmes de cabeceira atualmente… Filmes de cabeceira, na minha visão, não tem necessariamente relação com qualidade, não são “os melhores filmes favoritos”, mas são produções que de algum modo tiveram um impacto pessoal, que arrebatam, são contextos na formação cinéfila, influenciam no modo de ver cinema e te acompanham pro resto da vida, independente de qualquer coisa…  Por isso, quem já acompanha o blog sabe que não vai encontrar Bergman, Truffaut, Dreyer, Fellini, Antonioni e etc, por mais que adore esses caras.

Vinte é um número mesmo ingrato, é realmente muito pouco e a quantidade de filmes e de diretores que amo que ficaram de fora é de chorar e já até me arrependi de ter feito essa lista. Mas, como resolvi arriscar, puxei um pouco da memória, consultei minhas listas antigas, dei uma olhada nos meus rankings anuais e, sem pensar muito e gastar tanto tempo, cheguei nesses vinte filmes que listo abaixo, em ordem cronológica, apenas um filme por diretor. Daqui uns dois ou três anos posto outra pra saber o quanto mudou…

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PARAÍSO INFERNAL (Only Angels Have Wings, 1939) Howard Hawks
O HOMEM QUE QUIS MATAR HITLER (Man Hunt, 1941) Fritz Lang
RASTROS DE ÓDIO (The Searchers, 1956) John Ford
O HOMEM DOS OLHOS DE RAIO-X (The Man with the X-Ray Eyes, 1963) Corman
TRÊS HOMENS EM CONFLITO (The Good, the Bad and the Ugly, 1966) Sergio Leone
A MARCA DO ASSASSINO
(Branded to Kill, 1967) Seijun Suzuki
MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (Wild Bunch, 1969) Sam Peckinpah
TAXI DRIVER (1976) Martin Scorsese
ROLLING THUNDER (1977) John Flynn
O PORTAL DO PARAÍSO (Heaven’s Gate, 1980) Michael Cimino
MAD MAX 2 (Mad Max 2: The Road Warrior, 1981) George Miller
UM TIRO NA NOITE (Blow Out, 1981) Brian de Palma
CONAN – O BÁRBARO (Conan, the Barbarian, 1982) John Milius
FIRST BLOOD
(1982) Ted Kotcheff
O ENIGMA DO OUTRO MUNDO (The Thing, 1982) John Carpenter
CÃO BRANCO (White Dog, 1982) Samuel Fuller
O SELVAGEM DA MOTOCICLETA
(Rumble Fish, 1983) Francis F. Coppola
VIVER E MORRER EM LOS ANGELES (To Live and Die in L.A., 1985) Friedkin
DURO DE MATAR (Die Hard, 1988) John McTiernan
FOGO CONTRA FOGO (Heat, 1995) Michael Mann

CINEMA AMERICANO DOS ANOS 90

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FOGO CONTRA FOGO

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FUGA DE LOS ANGELES

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O PAGAMENTO FINAL

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SHOWGIRLS

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O REI DE NOVA YORK

A Revista Interlúdio publicou recentemente uma relação dos melhores filmes americanos dos anos 90, que aliás serve de referência para demonstrar como essa década em particular gerou belíssimas obras-primas na terra do Tio Sam. Atendendo a pedidos, resolvi fazer uma lista também. Vinte títulos em ordem de preferência e apenas um filme por diretor para abrir mais o leque de possibilidades (porque só Scorsese, Carpenter, Verhoeven, Eastwood e Ferrara já praticamente fechavam a relação):

20. SHOWDOWN IN LITTLE TOKYO (1991), de Mark L. Lester
19. CAÇADORES DE EMOÇÃO (Point Break, 1991), de Kathryn Bigelow
18. BARTON FINK (1991), de Joel e Ethan Coen
17. DIE HARD: WITH A VENGEANCE (1995), de John McTiernan
16. A AMBULÂNCIA (The Ambulance, 1990), de Larry Cohen
15. A ESTRADA PERDIDA (Lost Highway, 1997), de David Lynch
14. NA TRILHA DO SOL (The Sunchaser, 1996), de Michael Cimino
13. ED WOOD (1994), de Tim Burton
12. JACKIE BROWN (1997), de Quentin Tarantino
11. DE OLHOS BEM FECHADOS (Eyes Wide Shut, 1999), de Stanley Kubrick
10. CASSINO (1995), de Martin Scorsese
09. O PODEROSO CHEFÃO III (The Godfather – Part III, 1990), de Francis F. Coppola
08. TERMINATOR 2: JUDGMENT DAY (1991), de James Cameron
07. LITTLE ODESSA (1994), de James Gray
06. OS IMPERDOÁVEIS (Unforgiven, 1992), de Clint Eastwood
05. KING OF NEW YORK (1990), de Abel Ferrara
04. SHOWGIRLS (1995), de Paul Verhoeven
03. O PAGAMENTO FINAL (Carlito’s Way, 1993), de Brian De Palma
02. FUGA DE LOS ANGELES (Escape from LA, 1996), de John Carpenter
01. FOGO CONTRA FOGO (Heat, 1995), de Michael Mann

FAVORITOS DEMENTIA¹³ DE 2014

Como venho repetindo ao longo dos anos, não sou um devorador de filmes recentes e procuro ver apenas o que julgo essencial da nova safra. Prefiro passar ano após ano a tentar redescobrir e conhecer alguns clássicos e exemplares obscuros, ou fazer ciclos com diretores e atores que me interessam. De todo modo, aqui estão os meus 20 filmes favoritos de 2014 em ordem de preferência (com margem até 2013, com produções que não assisti naquele ano):

Copy-of-Blue-Ruin-Dwight-Contents20. BLUE RUIN (2013), Jeremy Salnier

3027812-inline-i-6-adam-stockhausen-grand-budapest-hotel19. O GRANDE HOTEL BUDAPESTE
(The Grand Budapest Hotel, 2014), Wes Anderson

Arnold-Schwarzenegger-in-Sabotage-2014-Movie-Image118. SABOTAGE (2014), David Ayer

Screenshot-2014-04-29-15.01.34.png-905x50917. GODZILLA (2014), Gareth Edwards

rover216. THE ROVER (2014), David Michôd

gone-girl-DF-01826cc_rgb.jpg15. GONE GIRL (2014). David Fincher

1c972c56bf5e989c78d01b9f489cd0eb14. JAUJA (2014), Lisandro Alonso

maxresdefault13. A PELE DE VÊNUS (La Vénus à la fourrure, 2013), Roman Polanski

o5J80S12. SEVENTH CODE (Sebunsu kôdo, 2013), Kiyoshi Kurosawa

18-Stray-Dogs-411. CÃES ERRANTES (Jiao you, 2013), Tsai Ming Liang

blood-ties-billy-crudup10. BLOOD TIES (2013), Guillaume Canet

OnlyLoversLeftAlive_209. AMANTES ETERNOS (Only Lovers Left Alive, 2013) Jim Jarmusch

The-Raid-2-Reviews-Berandal08. OPERAÇÃO INVASÃO 2 (The Raid 2: Berandal, 2014), Gareth Evans

Cold-in-July-2014-movie-pic407. COLD IN JULY (2014), Jim Mickle

4f8Vesj06. O LOBO DE WALL STREET (The Wolf of Wall Street, 2013), Martin Scorsese

tumblr_nh5hwijZTp1u0gntxo4_128005. JERSEY BOYS (2014), Clint Eastwood

96480700_o04. WELCOME TO NEW YORK (2014), Abel Ferrara

tumblr_ncwxn0dstJ1qe7cq4o1_128003. MAP TO THE STARS (2014), David Cronenberg

tumblr_newqsoQpMw1qhzxxyo1_128002. HARD TO BE A GOD (Trudno byt bogom, 2013), Aleksey German

tumblr_nhhas8PgMq1qmvx2fo1_128001. ERA UMA VEZ EM NOVA YORK (The Immigrant, 2013), James Gray

SCORSESE E SEUS 39 ESTRANGEIROS

Há alguns anos um jovem cineasta foi encher o saco do Scorsese pra que o indicasse alguns filmes que lhe “expandissem seus horizontes cinematográficos”. Para a surpresa do rapaz, o diretor de TAXI DRIVER atendeu o pedido e lhe enviou uma lista com 39 títulos, mas apenas com estrangeiros (no caso, filmes não-americanos). A lista foi divulgada recentemente e tem sido veiculada como os “39 filmes estrangeiros para ver antes de morrer” . Na verdade, é uma lista bem batida, com títulos óbvios, mas não menos obrigatórios. Não são lá os meus favoritos. De qualquer forma, vale a pena divulgar:

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1. Nosferatu (1922), F.W. Murnau
2. Metropolis (1927), Fritz Lang
3. Dr. Mabuse, The Gambler (1922), Fritz Lang
4. Napoleon (1927), Abel Gance
5. Grand Illusion (1937), Jean Renoir
6. Rules Of The Game (1939), Jean Renoir
7. Children Of Paradise (1945), Marcel Carné
8. Rome, Open City (1945), Roberto Rossellini
9. Paisà (Paisan) (1946), Roberto Rossellini
10. La Terra Trema (1948), Luchino Visconti
11. The Bicycle Thief (1948), Vittorio De Sica
12. Umberto D. (1952), Vittorio De Sica
13. Beauty & The Beast (1946), Jean Cocteau
14. Tokyo Story (1953), Yasujirō Ozu
15. Ikiru (1952), Akira Kurosawa
16. Seven Samurai (1954), Akira Kurosawa
17. Ugetsu (1953), Kenji Mizoguchi
18. Sansho The Bailiff (1954), Kenji Mizoguchi
19. High and Low (1963), Akira Kurosawa
20. Big Deal On Madonna Street (1958), Mario Monicelli
21. Rocco and His Brothers (1960), Luchino Visconti
22. The 400 Blows (1959), François Truffaut
23. Shoot the Piano Player (1960) – François Truffaut
24. Breathless (1960), Jean-Luc Godard
25. Band of Outsiders (1964), Jean-Luc Godard
26. Il Sorpasso (1962), Dino Risi
27. L’avventura (1960), Michelangelo Antonioni
28. Blow Up (1966), Michelangelo Antonioni
29. Before the Revolution (1964), Bernardo Bertolucci
30. Le boucher (1970), Claude Chabrol
31. Weekend – (1967), Jean-Luc Godard
32. Death by Hanging (1968), Nagisa Ôshima
33. The Merchant of Four Seasons (1971), Rainer Werner Fassbinder
34. Ali: Fear Eats The Soul (1974), Rainer Werner Fassbinder
35. The Marriage of Maria Braun (1979), Rainer Werner Fassbinder
36. Kings of the Road (1976), Wim Wenders
37. The American Friend (1977), Wim Wenders
38. The Enigma of Kaspar Hauser (1974), Werner Herzog
39. Aguirre, the Wrath of God (1972), Werner Herzog

10 FILMES INDICADOS QUE NÃO LEVARAM O OSCAR

Ao me limitar em apenas 10 filmes, foi preciso deixar vários títulos obrigatóritos de fora. Por enquanto, estes são os meus  favoritos 10 filmes indicados à categoria de Melhor Filme, mas que acabaram não levando a estatueta. Coloquei mais uma vez em ordem cronológica e não repeti diretores (se não o Coppola e Scorsese ocupariam mais da metade da relação):

Red_Shoes_StillSAPATINHOS VERMELHOS
(The Red Shoes, 1948), de Michael Powell e Emeric Pressburger

sbpic4CREPÚSCULO DOS DEUSES
(Sunset Blvd., 1950), de Billy Wilder

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(The Quiet Man, 1952), de John Ford

a-clockwork-orangeLARANJA MECÂNICA
(A Clockwork Orange, 1971), de Stanley Kubrick

PictureShowStrip2A ÚLTIMA SESSÃO DE CINEMA
(The Last Picture Show, 1971), de Peter Bogdanovich

Screen-shot-2010-04-05-at-10O EXORCISTA
(The Exorcist, 1973), de William Friedkin

screenshot-lrg-40CHINATOWN
(1974), de Roman Polanski

BDDefinition2011Conversation-13A CONVERSAÇÃO
(The Conversation, 1974), de Francis Ford Coppola

taxi_driver_4TAXI DRIVER
(1976), de Martin Scorsese

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(The Insider, 1999), de Michael Mann

10 ATUAÇÕES FEMININAS QUE LEVARAM O OSCAR

Os meus prediletos desempenhos femininos que abocanharam o Oscar de melhor atriz, em ordem cronológica.

A Streetcar Named Desire 7Vivien Leigh em UMA RUA CHAMADA PECADO
(Streetcar Named Desire, 1951), de Elia Kazan

tumblr_m8b0y5HuaU1qhikcyo1_1280Sophia Loren em DUAS MULHERES
(La ciociara, 1960), de Vittorio De Sica

Elizabeth Taylor WoolfElizabeth Taylor em QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF?
(Who’s Afraid of Virginia Woolf?, 1966), de Mike Nichols

6606328_origGlenda Jackson em MULHERES APAIXONADAS
(Women in Love, 1969), de Ken Russel

Jane-Fonda-KluteJane Fonda em KLUTE: O PASSADO CONDENA
(Klute, 1971), de Alan J. Pakula

cabaret-1972-14-gLiza Minnelli em CABARET
(1972), de Bob Fosse

15273 - Alice doesnt Live Here AnymoreEllen Burstyn em ALICE NÃO MORA MAIS AQUI
(Alice Doesn’t Live Here Anymore, 1974), de Martin Scorsese

annie-hallDiane Keaton em NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA
(Annie Hall, 1977), de Woody Allen

1Kathy Bates em LOUCA OBSESSÃO
(Misery, 1990), Rob Reiner

fargo-marge-2Frances McDormand em FARGO
(1996), de Joel & Ethan Coen

10 ATUAÇÕES MASCULINAS QUE LEVARAM O OSCAR

O fim de semana do Oscar está aí, vou postar algumas listas relacionadas à premiação. Primeiro, 10 atuações masculinas favoritas que levaram o Oscar de melhor ator, em ordem cronológica:

the-lost-weekend1Ray Milland em FARRAPO HUMANO
(The Lost Weekend, 1945), de Billy Wilder

20110911_76_04hamlet1948Laurence Olivier em HAMLET
(1948), de Laurence Olivier

waterfrontMarlon Brando em SINDICATO DE LADRÕES
(On the Waterfront, 1954), de Elia Kazan

m1500Lee Marvin em DÍVIDA DE SANGUE
(Cat Ballou, 1965), de Elliot Silverstein

388_1_largeGeorge C. Scott em PATTON: REBELDE OU HERÓI?
(Patton, 1970), de F. J. Schaffner

tumblr_m9vmeiIdh11r4keewo1_1280Gene Hackman em OPERAÇÃO FRANÇA
(The French Connection, 1971), de W. Friedkin

one_flew_over_the_cuckoos_nest-1Jack Nicholson em UM ESTRANHO NO NINHO
(One Flew Over the Cuckoo’s Nest, 1975), de Milos Forman

ragingbull1Robert De Niro em TOURO INDOMÁVEL
(Raging Bull, 1980), de Martin Scorsese

Paul Newman The Color of MoneyPaul Newman em A COR DO DINHEIRO
(The Color of Money, 1986), de Martin Scorsese

daniel-day-lewis-there-will-blood-2397092-1024x576Daniel Day-Lewis em SANGUE NEGRO
(There Will Be Blood, 2007), de Paul Thomas Anderson

TOP 10 GEORGE A ROMERO

Em comemoração aos 74 anos de um dos diretores mais criativos e talentosos do cenário americano, e não apenas do gênero Horror, dos últimos 40 anos.

rUvDeU5shJf9jXPifsuMudFKZ4 10. A METADE NEGRA (The Dark Half, 1993)

00009
09. INSTINTO FATAL (Monkey Shines, 1988)

00008
08. CREEPSHOW (1982)

00007
07. MARTIN (1977)

00006
06. TERRA DOS MORTOS (Land of the Dead, 2005)

MBDNIOF EC022
05. A NOITE DOS MORTOS VIVOS (The Night of the Living Dead, 1968)

00004
04. CAVALEIROS DE AÇO (Knightriders, 1981)

00003
03. O EXÉRCITO DE EXTERMÍNIO (The Crazies, 1973)

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02. O DESPERTAR DOS MORTOS (Dawn of the Dead, 1978)

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01. O DIA DOS MORTOS (The day of the Dead, 1985)

TOP 10 MARTIN SCORSESE

Celebrando o aniversário do homem, aqui vão os meus dez filmes favoritos hoje dirigidos pelo Scorsese, em ordem de preferência:

10s10. GANGUES DE NOVA YORK (Gangs of New York, 2002)

vlcsnap-2010-11-23-22h42m51s4609. VIVENDO NO LIMITE (Bringing Out the Dead, 1999)

08s08. A COR DO DINHEIRO (The Color of Money, 1986)

07s07. TOURO INDOMÁVEL (Raging Bull, 1980)

06s06. OS BONS COMPANHEIROS (Goodfellas, 1990)

05s05. CASSINO (Casino, 1995)

04s04. CAMINHOS PERIGOSOS (Mean Streets, 1973)

03s03. O REI DA COMÉDIA (The King of Comedy, 1982)

after hours02. DEPOIS DE HORAS (After Hours, 1986)

01p01. TAXI DRIVER (1976)

O MEU TOP 10

A cada dez anos a SIGHT & SOUND faz a sua lista com os 10 maiores filmes de todos os tempos. Recentemente lançou essa na qual UM CORPO QUE CAI ficou no topo e que tem sido bastante discutida. Se eles fazem, o blog DEMENTIA 13 também pode fazer. Mas a minha não é com os definitivos melhores filmes de todos os tempos, quem sou eu pra fazer algo assim? Mas estão aqueles exemplares que atualmente permeiam meu gosto particular. Listas são de momento, podem variar do dia para o outro, dependendo do humor de quem faz… e, principalmente, não devem ser levadas tão à sério. Mas acho que só faço outro TOP 10 desses daqui a dez anos.

10. O PORTAL DO PARAÍSO (Heaven’s Gate, 1980), Michael Cimino

 

09. A MONTANHA SAGRADA (The Holy Mountain, 1973), Alejandro Jodorowski

 

08. FOGO CONTRA FOGO (Heat, 1995), Michael Mann

 

07. CONAN – O BÁRBARO (Conan – The Barbarian, 1982), John Millius

 

06. FERVURA MÁXIMA (Hard Boiled, 1992), John Woo

 

05. O ENIGMA DO OUTRO MUNDO (The Thing, 1982), John Carpenter

 

04. MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (Wild Bunch, 1969), Sam Peckinpah

 

03. VIDEODROME (1983), David Cronenberg

 

02. VIVER E MORRER EM LOS ANGELES (To Live and Die in LA, 1985), William Friedkin

 

01. TRÊS HOMENS EM CONFLITO (The Good, The Bad and The Ugly, 1967), Sergio Leone

Filmes da década

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Não são exatamente os melhores filmes dos últimos dez anos, mas aqueles que, de alguma forma, mexeram mais comigo, me fizeram ver cinema de uma maneira diferente…

Com certeza esqueci vários e poderiamos ficar discutindo sobre algumas ausências o restante desta década que se inicia, mas por enquanto é isso aí… Eu acho…

Colocar em ordem é algo que não vou fazer mesmo, mas se tivesse que escolher apenas um, fico com o filme do Cronenberg.

 

MARCAS DA VIOLÊNCIA (David Cronenberg, 2005)
SANGUE NEGRO (Paul Thomas Anderson, 2007)
MIAMI VICE (Michael Mann, 2006)
OS DONOS DA NOITE (James Gray, 2007)
A PROPOSTA (John Hillcoat, 2005)
BASTARDOS INGLÓRIOS (2009) e KILL BILL vol. I & II (Quentin Tarantino, 2003 e 2004)
EXILADOS (Johnnie To, 2006)
ZODIACO (David Fincher, 2007)
O GOSTO DA VINGANÇA (Ji-Woon Kim, 2005)
RAMBO 4 (Sylvester Stallone, 2008)
ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ (Joel e Ethan Coen, 2007)
GRAN TORINO (2008), SOBRE MENINOS E LOBOS (2003), MENINA DE OURO (Clint Eastwood, 2004)
REDACTED (2007), DÁLIA NEGRA (2006) e FEMME FATALE(Brian de Palma, 2002)
GANGUES DE NOVA YORK (Martin Scorsese, 2003)
CIDADE DOS SONHOS (David Lynch, 2001)
ADEUS, DRAGON INN (Tsai Ming Liang, 2003)
IRREVERSÍVEL (Gaspar Noé, 2002)
DANÇANDO NO ESCURO (2000) e DOGVILLE (Lars Von Trier, 2003)
A PROFESSORA DE PIANO (Michel Haneke, 2001)
OLDBOY (Chan Wook Park, 2004)
ICHI – THE KILLER (Takashi Miike, 2001)