FAVORITOS DE 2021

Já adiantei no twitter e instagram um top 10 dos filmes que mais gostei neste ano, mas aqui aproveito pra estender a lista em quantidade e também acrescentar os filmes de 2020 que acabei assistindo só em 2021. E é preciso dizer, este ano deu de lavada. Foi um grande ano, com filmes realmente bons e, caramba, não é sempre que dá pra reunir gente gabaritada como Clint Eastwood, Steven Spielberg, Abel Ferrara, Paul Verhoeven, Ridley Scott, M. Night Shyamalan e Paul Schrader numa mesma lista de melhores do ano…

Então, vamos ao que interessa, segue aí um top 20 com as produções que mais me marcaram em 2021, com alguns breves comentários marotos sobre cada:

#20. CLIFF WALKERS (2021), de Zhang Yimou: Noir de espionagem chinês. Não é das tarefas mais fáceis de acompanhar a trama, cheia de detalhes contextuais da época que a história se passa e excesso de personagens, mas depois que se acostuma é bem envolvente.

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#19. A WRITER’S ODISSEY (2021), de Lu Yang: Fantasia espetacular de ação, um pouco pesado no CGI e na duração, mas bem divertido e com umas boas alfinetadas contra o corporativismo estatal.

#18. THE POWER OF THE DOG (2021), de Jane Campion: Belo conto de desmistificação do cowboy, do velho oeste. Sobre desejos reprimidos pela imposição da pose de machão.

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#17. DON’T LOOK UP (2021), de Adam McKay: Documentário sobre como o negacionismo de pessoas ineptas como Trump/Bolsonaro fodem o mundo.

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# 16. ONE SHOT (2021), de James Nunn: A devoção de Scott Adkins ao cinema de ação de baixo orçamento é pra sempre nos lembrar que ainda há vida inteligente no gênero.

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#15. WIFE OF A SPY (2020), de Kyioshi Kurosawa: Um Kurosawa menor, na minha opinião, mas com força suficiente pra demonstrar porque o sujeito é um dos maiores em atividade.

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#14. THE WOMAN WHO RAN (2020), de Hong Sang-soo: A cena do sujeito discutindo sobre os gatos já é candidata a uma das melhores da década.

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#13. RAGING FIRE (2021), de Benny Chan: RIP Benny Chan. Você era foda.

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#12. MALIGNANT (2021), James Wan: Às vezes eu sinto falta de um filme de horror de qualidade, só que mais escrachado e galhofeiro. E isso aqui acertou em cheio nisso.

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#11. MONSTER HUNTER (2020), de Paul W. S. Anderson: Gosto como a coisa toda é urgente e direto na sua proposta: o filme é sobre Milla Jovovich e Tony Jaa enfrentando monstros gigantes. Ponto. É o que ele entrega e entrega de forma linda. Não preciso mais que isso. Ajuda muito eu já ter uma queda pelo cinema do PWSA.

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#10. OLD (2021), de M. Night Shyamalan: Reflexivo, tenso e aterrador. É tudo o que se poderia esperar do diretor caso dirigisse um longo episódio do seriado ALÉM DA IMAGINAÇÃO.

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#09. THE CARD COUNTER (2021), de Paul Schrader: O mal não é uma força vaga e nebulosa, existem pessoas físicas reais com endereço fixo que a pratica. Mais do mesmo dos filmes que Paul Schrader tem feito. Ou seja, maravilhoso.

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#08. CRY MACHO (2021), de Clint Eastwood: Auto-consciência de um ícone envelhecido, olhando para o que representou, com alguns arrependimentos aqui e provas de sabedoria ali. Já não há muito o que fazer, Clint agora só quer sossego ali naquela cidadezinha mexicana, dançando uns clássicos com aquela senhora do restaurante que faz uma comida boa, e soltar reflexões ao rapaz do galo como “essa coisa de macho é superestimada”… Clint já não está lá mais interessando em encontrar algum punk pra “fazer o seu dia”

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#07. BENEDETTA (2021), de Paul Verhoeven: O Holandês maluco e suas provocações, expondo a podridão dos jogos de poder e hieraquia da igreja católica. E ainda faz uma belo exemplar de numsploitation que deixariam Jess Franco e Joe D’Amato orgulhosos.

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#06. WEST SIDE STORY (2021), de Steven Spielberg: A câmera de Spielba continua um deleite. Cada plano desse filme é um espetáculo. O melhor do diretor desde MUNIQUE (2005).

#05. DRIVE MY CAR (2021), de Ryusuke Hamaguchi: Conto delicado de quase três horas sobre personagens quebrados, revirando memórias e tentando superar suas perdas numa relação que se estabelece a partir de um carro véio que o protagonista possui.

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#04. THE LAST DUEL (2021), de Ridley Scott: Questões modernas através de uma lente medieval. Ridley Scott continua mostrando porque é um dos grandes mestres em atividade. Pena que não consegui ver HOUSE OF GUCCI a tempo, corria o risco de ter dois filmes do homem nessa lista.

Zeros and Ones | The Film Stage

#03. ZERO AND ONES (2021), de Abel Ferrara: Não entendi um caralho em termos de trama. Mas é uma das experiências atmosféricas mais fascinantes da carreira do Ferrara. E o fato de ser todo revestido pelo contexto da pandemia a coisa fica ainda mais intensa e angustiante.

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#02. MATRIX RESURRECTIONS (2021), de Lana Wachowski: Quanto mais nerdolas e fanboys dos filmes anteriores têm odiado esse novo MATRIX, mais eu tenho amado. O “blockbuster anti-blockbuster” do ano. Um tapa na cara do público acostumado com as fórmulas de filmes de bonecos que vêm se acumulando nos últimos 15 anos em Hollywood.

Limbo movie review: Hong Kong crime thriller starring Lam Ka-tung, Mason  Lee and Cya Liu sees director Soi Cheang return to his nihilistic best |  South China Morning Post

#01. LIMBO (2021), de Soi Cheang: E o filme do ano é essa pedrada que vem da China, dirigido por Pou Soi Cheang, que já fez alguns filmaços, ACCIDENT (2009), MOTORWAY (2012), SPL 2 (2015)… Desses diretores que é obrigatório conhecer. Trata-se de um neo-noir em preto e branco expressivo, com o alguns códigos básicos habituais do gênero: dois detetives, um jovem e outro experiente, que estão à caça de um serial killer. Mas a coisa se subverte como uma das experiências visuais mais impressionantes que eu tive em muito tempo (vem sendo filmado desde 2017, com um cuidado estético de cair o queixo). Trágico, psicológico, atuações sublimes e sequências de tensão de tirar o fôlego – sem contar a questão visual, que é realmente a grande força do filme – LIMBO é a obra-prima de 2021.

Até o ano que vem.

6 pensamentos sobre “FAVORITOS DE 2021

  1. Muita boa essa sua lista e alguns desses filmes só conheço por nome não assisti nenhum mencionado por voce mas á lista de melhores do ano é sempre bem vinda, e que voce tenha um ano de 2022 fantástico ,caro amigo Perrone !
    E nesta sema para variar perdemos duas grandes perda do cinema , o diretor Peter Bogdanovich ( 1939-2022 ) e o grande ator que dispensa apresentações Sidney Poitier (1927-2022 ) que ambos descansem em paz.
    Bom Ano pra você, Perrone 1
    Um abraço de Anselmo Luiz .

  2. Eu achei Old e Matrix péssimos.

    Old me lembra Sinais, no sentido daquele clima solene típico do Shyiamalan nas situações mais estúpidas e Matrix nos bombardeia com palavras e expectativas no começo pra chegar numa conclusão pobre e morna.

    • Matrix pra mim funciona bem, especialmente por quebrar nossas espectativas. E Old me deixou grudado na poltrona do início ao fim…. MAs é isso, listas são sempre discutíveis mesmo… hehe

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